Controle social

Um ano após a Conferência Nacional Livre de Saúde da População Negra, atividade convoca público do SUS e demais atores que defendem o direito à saúde da população negra para revisitar estratégias.

Para além das determinações sociais que impactam a saúde, entre elas, o racismo e a desigualdade de gênero, os desafios da saúde pública no Brasil atravessam o funcionamento do sistema de uma forma geral. Além de ser um princípio constitucional, controle social é um dos princípios do SUS, tal como indica as Leis 8.080 e 8.142 de 1990, frutos da reforma sanitária.

O estado brasileiro contou ao longo dos anos com o envolvimento da sociedade representada por lideranças, oriundas de diferentes segmentos, na organização do SUS, que é originalmente tripartite – formado por usuários, trabalhadores e gestores do sistema – que atuam em diferentes áreas, territórios e instâncias. Somam-se a isso, os mecanismos de controle social e a forma como eles são operados, seus limites, desafios, avanços e análises.

Para aprofundar esse debate, no próximo dia 02 de julho, Criola realizará, em parceria com o Fórum Paulista de Saúde da População Negra, a Oficina de controle social das políticas de saúde. Exatamente um ano depois da Conferência Nacional Livre de Saúde da População Negra, a Oficina é direcionada aos usuários e usuárias do SUS, e os demais atores que agem em defesa do direito à saúde da população negra. 

Evento: Oficina de Controle Social das Políticas Públicas de Saúde

Data: 2 de Julho de 2024

Horário: 19h

Link para inscrição: https://bit.ly/oficinacontrolepoliticasdesaude

Realização: Criola e Fórum Paulista de Saúde da População Negra

Sobre Criola:

Criola é uma organização da sociedade civil com mais de 30 anos de trajetória na defesa e promoção dos diretos das mulheres negras e na construção de uma sociedade onde os valores de justiça, equidade e solidariedade são fundamentais. Nesse percurso, Criola reafirma que a ação transformadora das mulheres negras cis e trans é essencial para o Bem Viver de toda a sociedade brasileira. Os objetivos de Criola são: incrementar a pressão política para a garantia dos direitos humanos, da ampliação da democracia e da justiça e pelo Bem Viver; produzir e difundir conhecimento voltado para a erradicação do racismo patriarcal cis-heteronormativo, para a garantia de direitos, para a ampliação da democracia e da justiça e pelo Bem Viver; formar lideranças negras aptas a elaborar suas agendas de demanda por políticas públicas e a conduzir processos de interlocução com gestores públicos; consolidar a comunicação como dimensão estratégica, metodológica e de inovação para as ações de Criola; implementar uma gestão de excelência, baseada nas boas práticas de governança, na sustentabilidade nos pilares administrativo-financeiro, programático e político. Criola tem suas ações definidas por seu corpo de associadas e recebe apoio de diferentes organizações e movimentos, bem como de organizações filantrópicas nacionais e internacionais. É, também e principalmente, apoiada pela população negra, especialmente por mulheres negras.

Sobre o Fórum Paulista de Saúde da População Negra:

Formado por lideranças de movimentos sociais, pesquisadores, intelectuais e profissionais de saúde e outras áreas de atuação, é missão deste Fórum, a promoção da saúde enquanto direito constitucional, e um dos direitos básicos e fundamentais previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, com especial atenção à necessidade de resposta ao racismo e seu impacto na saúde. São princípios e valores desse Fórum, suprapartidário, o espírito coletivo, a participação, a corresponsabilidade e o envolvimento das pessoas no que concerne à promoção, atenção e recuperação da saúde, com participação popular, o controle social e a incidência política junto ao Sistema Único de Saúde.

Publicado por Fórum de Saúde da População Negra

Formado por lideranças de movimentos sociais, pesquisadores, intelectuais e profissionais de saúde e outras áreas de atuação, é missão desse Fórum, a promoção da saúde enquanto direito constitucional, e um dos direitos básicos e fundamentais previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, com especial atenção à necessidade de resposta ao racismo e seu impacto na saúde.

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