“contribuir para a efetivação do direito da população negra à saúde, no estado de São Paulo, enfrentando o racismo, a discriminação, o preconceito, a xenofobia e as intolerâncias correlatas”.
Com a casa cheia, “a atuação dos movimentos sociais em defesa da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra” foi o tema central do debate realizado durante a IV Plenária Virtual de Saúde da População Negra, realizada pelo Fórum Paulista neste mês de junho.
A Plenária Virtual de Saúde da População Negra busca ampliar o diálogo sobre o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira, reunindo pesquisadores, intelectuais, estudantes, lideranças de diferentes movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde, em meio à necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade, pois, “saúde da população negra é lei no Brasil!” Trata-se de uma instância política da sociedade civil, que busca ser “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil, para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde.”
O seminário busca reeducar e combater o racismo religioso e as formas de opressão de gênero e sexualidade em nossas comunidades de Terreiro – Candomblé, Umbanda, Isese Lagba, Batuque, etc.
Criada pelo Fórum Paulista, a Plenária Virtual de Saúde da População Negra, em sua quarta edição, busca ampliar o diálogo sobre o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira, reunindo lideranças de diferentes movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde em meio à necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade.
O objetivo do Fórum é contribuir para a efetivação do direito da população negra à saúde no estado de São Paulo, enfrentando o racismo, a discriminação, a xenofobia e as intolerâncias correlatas, que inviabilizam o acesso ao Sistema Único de Saúde – SUS.
A plenária, em sua 4a edição, espera que todos possam participar a partir de suas realidades, e para isso, busca ser “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde.”
A atividade, que será via Zoom Meeting, acontecerá dia 18 de junho, a partir das 19h30.
No Brasil, há diversas pessoas que não sabem quem são, não conhecem suas raízes, e não entendem a razão de passar por certas situações, e porque acontecem com elas. E sabe por quê? Porque não se identificam como pessoas afro-brasileiras… Sabem que não são brancos, mas preferem se identificar como morenos ou morenas, marrom bombom, mestiços, cafuzos… (cafuzo é antigo hein?! O povo está confuso mesmo). A verdade é que o Estado como instituição, contribuiu muito para essa falta de identidade do povo afro-brasileiro. Se é pardo, pertence ao povo negro (formado por pretos e pardos), mas por que as pessoas se definem por cores? Porque o Joseph Arthur de Gobineau (1816-1882), é o criador da classificação entre pessoas de diferentes nações, criando a superioridade da raça branca. No Brasil, principalmente, após a libertação das pessoas escravizadas, a ideia fortaleceu e se tornou o Movimento a favor da Eugenia, encabeçado por intelectuais, médicos, cientistas, educadores e Estado, com o objetivo de “clarear” a população brasileira. Como intitulavam: “ um genocídio sem sangue”. Com isso, foram criadas várias estratégias de manutenção dessa ideologia: se tornou política de estado; através da educação foi omitida a verdadeira história do povo escravizado; sua cultura rejeitada; fizeram acreditar que não tinha inteligência e nem capacidade; que não tinha classe; que não era humana… Mas o objetivo desse artigo, é falar com você, cara gente preta (e parda), e te dizer que tudo que disserem que não é possível para você, não acredite. Todas as características humanas, são suas! A inteligência? É sua! Use-a para ampliar seu conhecimento sobre sua história, invista em sua educação, aproveite as oportunidades, acredite em seu potencial, e lute pelos seus sonhos individuais e coletivos. Lembre-se: “ A sua potência individual interfere no curso da História em uma sociedade, saiba usá-la com sabedoria” Sou
Pedagoga, Historiadora e Coordenadora de Projetos e Eventos da Casa Afro Álvaro de Oliveira – Barretos