De casa cheia

Com a casa cheia, “a atuação dos movimentos sociais em defesa da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra” foi o tema central do debate realizado durante a IV Plenária Virtual de Saúde da População Negra, realizada pelo Fórum Paulista neste mês de junho.

A Plenária Virtual de Saúde da População Negra busca ampliar o diálogo sobre o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira, reunindo pesquisadores, intelectuais, estudantes, lideranças de diferentes movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde, em meio à necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade, pois, “saúde da população negra é lei no Brasil!” Trata-se de uma instância política da sociedade civil, que busca ser “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil, para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde.”

Assista à plenária aqui no Youtube.  

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Araraquara sediará Seminário Estadual de Enfrentamento ao Racismo Religioso e LGBTfobia nos Espaços de Matriz Africana

O seminário busca reeducar e combater o racismo religioso e as formas de opressão de gênero e sexualidade em nossas comunidades de Terreiro – Candomblé, Umbanda, Isese Lagba, Batuque, etc. 

O evento acontecerá, mais uma vez, na cidade de Araraquara – SP, na Casa SP Afro localizada na Av. Paulo da Silveira Ferraz, N° 1195 – Vila Xavier (Vila Xavier), nos dias 21 (18h) e 22 de junho de 2024 (08h).

Acesse aqui o formulário e faça a sua inscrição.

Fórum Paulista realiza a 4a edição da Plenária Virtual de Saúde da População Negra

Criada pelo Fórum Paulista, a Plenária Virtual de Saúde da População Negra, em sua quarta edição, busca ampliar o diálogo sobre o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira, reunindo lideranças de diferentes movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde em meio à necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade. 

O objetivo do Fórum é contribuir para a efetivação do direito da população negra à saúde no estado de São Paulo, enfrentando o racismo, a discriminação, a xenofobia e as intolerâncias correlatas, que inviabilizam o acesso ao Sistema Único de Saúde – SUS.

A plenária, em sua 4a edição, espera que todos possam participar a partir de suas realidades, e para isso, busca ser “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde.” 

A atividade, que será via Zoom Meeting, acontecerá dia 18 de junho, a partir das 19h30.

Mais informações: articulacaospn@gmail.com

Reflexões sobre racismo

Foto por Life Matters em Pexels.com

Ana Paula Febatis*

No Brasil, há diversas pessoas que não sabem quem são, não conhecem suas raízes, e não
entendem a razão de passar por certas situações, e porque acontecem com elas. E sabe
por quê? Porque não se identificam como pessoas afro-brasileiras…
Sabem que não são brancos, mas preferem se identificar como morenos ou morenas,
marrom bombom, mestiços, cafuzos… (cafuzo é antigo hein?! O povo está confuso
mesmo).
A verdade é que o Estado como instituição, contribuiu muito para essa falta de identidade
do povo afro-brasileiro. Se é pardo, pertence ao povo negro (formado por pretos e pardos),
mas por que as pessoas se definem por cores? Porque o Joseph Arthur de Gobineau
(1816-1882), é o criador da classificação entre pessoas de diferentes nações, criando
a superioridade da raça branca.
No Brasil, principalmente, após a libertação das pessoas escravizadas, a ideia fortaleceu
e se tornou o Movimento a favor da Eugenia, encabeçado por intelectuais, médicos,
cientistas, educadores e Estado, com o objetivo de “clarear” a população brasileira. Como
intitulavam: “ um genocídio sem sangue”.
Com isso, foram criadas várias estratégias de manutenção dessa ideologia: se tornou
política de estado; através da educação foi omitida a verdadeira história do povo
escravizado; sua cultura rejeitada; fizeram acreditar que não tinha inteligência e nem
capacidade; que não tinha classe; que não era humana…
Mas o objetivo desse artigo, é falar com você, cara gente preta (e parda), e te dizer que
tudo que disserem que não é possível para você, não acredite. Todas as características
humanas, são suas! A inteligência? É sua! Use-a para ampliar seu conhecimento sobre
sua história, invista em sua educação, aproveite as oportunidades, acredite em seu
potencial, e lute pelos seus sonhos individuais e coletivos. Lembre-se: “ A sua potência
individual interfere no curso da História em uma sociedade, saiba usá-la com sabedoria”
Sou

Pedagoga, Historiadora e Coordenadora de Projetos e Eventos da Casa Afro Álvaro de Oliveira – Barretos