O SUS que nós queremos!

Foto por Artem Podrez em Pexels.com

Criado a partir dos esforços da reforma sanitária em busca da garantia do direito à saúde pública, digna e de qualidade, o Sistema Único de Saúde é fundamental para a sociedade.

Saúde, doença e cuidado misturam-se a temas com a política, a economia, o mercado, as determinações sociais – no destaca-se o racismo e seu impacto na saúde da população negra – as questões ambientais, estruturantes e outras igualmente importantes, que flertam diariamente com o funcionamento do sistema, ao mesmo tempo em que as unidades de saúde são sucateadas, as filas dos hospitais só aumentam, faltam equipamentos, não há reposição de pessoal e a rede de atenção à saúde vai se demonstrando cada vez mais fragmentada.

Atento à necessária promoção da equidade, o Fórum Paulista de Saúde da População Negra foi dialogar com diferentes atores políticos que atuam no estado de São Paulo, sobre o SUS que queremos.

Atento a necessária promoção da equidade, o Fórum Paulista de Saúde da População Negra foi dialogar com diferentes atores políticos sobre o SUS que queremos.

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Organizações de mulheres negras se juntam em apoio ao Rio Grande do Sul e lançam o Guia de Saúde “Volta pra Casa”

Fonte: Criola, 29 de maio de 2024.

Documento traz orientações sobre como preservar a saúde, a casa e acessar direitos em meio ao desastre climático que atinge o estado

Quase um mês após as enchentes que atingiram o estado do Rio Grande do Sul, a situação ainda é de muita incerteza para mais de dois milhões de pessoas. Casas, móveis, eletrodomésticos e muitas memórias foram destruídas, centenas de pessoas perderam a vida e aquelas que conseguiram sobreviver esperam por respostas das autoridades para reconstruírem suas vidas.  

Diante desse cenário, o Coletivo Atinúké – Pensamento de mulheres negras, a Associação Cultural de Mulheres Negras, o Mulheres de Axé, grupo vinculado à Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO), a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), o GT de Saúde da População Negra da SBMFC, e  Criola, construíram coletivamente um guia prático com orientações sobre a retomada gradual das casas, além de informações sobre a solicitação de documentos e benefícios disponíveis para quem foi afetado.  

Leia mais e acesse aqui o Guia.

Brasil se torna referência mundial sobre Participação Social em Saúde

Fonte: Conselho Nacional de Saúde, publicado em quarta-feira, 29 de maio de 2024, 16h54.

Foi aprovada por consenso entre os países membros da OMS a resolução sobre participação social na saúde

A 77ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou por consenso, nesta quarta (29/05), uma resolução inédita que legitima a Participação Social em Saúde. A resolução determina que a sociedade civil influencie na tomada de decisões em todo ciclo das políticas públicas de saúde, de forma transparente, em todos os níveis dos sistemas de saúde.

Com a aprovação do documento o Controle Social do Brasil se torna referência para todo o mundo, pelo acúmulo histórico sobre o tema, e pela incidência do CNS na construçao do texto aprovado.

Leia mais aqui.

Carta do MNU

Saudação do Movimento Negro Unificado em Congresso Extraordinário Estatutário Nacional aos 15 anos da instituiçãoda Política Nacional de Saúde Iintegral da População Negra – PNSIPN

Saudações Companheiras e Companheiros,

É com imenso orgulho e espírito de luta que reunidos em nosso congresso nacional estatutário o MNU saúda
os 15 anos da instituição da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), estabelecida
em 13 de maio de 2009. O que representa um passo significativo na busca por equidade e justiça social para a
população negra do Brasil, reconhecendo e enfrentando as desigualdades raciais no acesso e na qualidade dos
serviços de saúde.

A PNSIPN é um avanço crucial, proporcionando uma base para políticas públicas que visam a saúde integral
da nossa comunidade. No entanto, mesmo após 15 anos, os desafios que enfrentamos continuam grandes e
demandam nossa constante vigilância e mobilização.

Continuamos a ser as maiores vítimas das doenças crônicas não transmissíveis, uma realidade que reflete a
persistência das desigualdades sociais e econômicas. Somos as vítimas mais numerosas das mortes por causas
externas, incluindo o extermínio da juventude negra, que trás grito urgente por justiça e políticas de proteção
eficazes contra nossa eliminação deliberada por setores da elite deste país; durante a pandemia de COVID19, mais uma vez, vimos a população negra ser a mais vitimada, a idosidade negra tem sido a maioria da
vítimas tanto na catástrofe sanitária da COVID-19 como agora em relação a Dengue, tudo isto evidenciando
a vulnerabilidade exacerbada pelas condições de vida precárias e o acesso insuficiente aos serviços de saúde
Além disso, continuamos a sofrer o apagamento e a invisibilidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Este apagamento impede o pleno exercício dos nossos direitos e a real efetivação da política proposta pela
PNSIPN. Acreditamos que universalidade, a integralidade, e a equidade poderão ser alcançadas com a
implementação da PNSIPN em sua totalidade, efetivada como política de estado e respeitada em todas as suas
dimensões.

Esses 15 anos apontam mais desafios e mais luta. Temos mais o que lutar do que o que comemorar. Seguiremos
firmes na luta pela garantia de um SUS que reconheça e atenda às necessidades específicas da população
negra. Continuaremos a exigir reparação e justiça. Viva ao SUS, maior patrimônio do povo brasileiro!

Reparação já!

Brasília, 26 de maio de 2024.

Movimento Negro Unificado – Congresso Nacional de 2024.

15 anos da PNSIPN

No dia 13 de maio de 2024 a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, institucionalizada Ministério da Saúde, conforme a Portaria 992, de maio de 2019, alcançou a marca de 15 anos.
“A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no território, deve buscar por salvar vidas, e garantir o sagrado direito à saúde de cada brasileiro, cada brasileira, considerando as disparidades étnico-raciais presentes no campo da prevenção de doenças e no processo de promoção da saúde”.
Para ampliar esse debate, e mobilizar a sociedade em busca de equidade no SUS, o Fórum Paulista de Saúde da População Negra buscou dialogar com lideranças de movimentos sociais, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde de todo o país, para saber o que pensam sobre tal data. O Fórum Paulista de Saúde da População Negra buscou dialogar com diferentes atores políticos sobre os 15 anos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Confira aqui, a opinião de diferentes lideranças de movimentos sociais, lideranças de Terreiro, intelectuais, pesquisadores, docentes, gestores e profissionais de saúde.