Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde será lançado em setembro

Plataforma, que terá como base o software livre MediaWiki, será espaço para os movimentos contarem suas histórias, demandas de saúde e criarem pontos de contato no ambiente digital.

Uma plataforma pensada para que os movimentos sociais, entidades populares e organizações da sociedade civil se vejam, se reconheçam e, com autonomia, possam escrever suas próprias narrativas e histórias, compartilhar memórias, afirmar identidades, valorizar o território onde atuam e vocalizar demandas e necessidades de saúde. Este é o Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde), cuja plataforma e primeiros conteúdos serão lançados no dia 12 de setembro, em Brasília.

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Do Ministério da Saúde

Foto por Tessy Agbonome em Pexels.com

Lançado inquérito para diagnóstico das ações para a população negra nos municípios.

Para avançar na implementação de ações voltadas para equidade racial em todas as regiões do país, o Ministério da Saúde lançou o inquérito para diagnóstico da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Até o dia 15 de setembro, o documento pode ser preenchido pelos gestores municipais e estaduais de saúde, referências técnicas para o tema e qualquer outro representante indicado dos 5.570 municípios.

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Nova Lista Nacional de Doenças, agravos e eventos em saúde pública é publicada pelo Ministério da Saúde

A Portaria GM/MS Nº 5.201, de 15 de agosto de 2024 altera o Anexo 1 do Anexo V à Portaria de Consolidação MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas doenças na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos em de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, e modifica o Anexo XLIII à Portaria de Consolidação MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para revogar o item I da Lista Nacional de Doenças e Agravos a serem monitorados pela Estratégia de Vigilância Sentinela.

Fonte: DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, publicado em: 19/08/2024 | Edição: 159 | Seção: 1 | Página: 127

Entre direita e esquerda, ainda seremos negros!



Cleber Francisco Barbara; Jefferson Domiciano; Joab Souza Silva; José Raniel Martins de Souza e Luciana
da Costa.


Entre a direita e a esquerda, continuaremos a ser negros! Durante o processo de construção da chapa de candidatos e candidatas do PT para as eleições de 2024, vários nomes foram considerados para diferentes pautas: saúde, deficiência, mulheres e a pauta negra antirracista. O principal nome para esta última era o de nosso companheiro Joab, considerado central tanto para o movimento quanto para o Partido. No entanto, o nome do Companheiro Joab foi VETADO sem uma justificativa plausível ou aceitável, num processo claramente antidemocrático. A partir desse momento, surgiram suspeitas sobre a legitimidade democrática do processo de escolha dos nomes.

Mais adiante, na federação, houve uma divergência em relação ao nome do vice-prefeito. Essa divergência envolveu dois partidos, o PV e o PT, e resultou na insatisfação do principal candidato a prefeito, Forssell, com a indicação do PT, que havia proposto o nome de Áureo Bacelar. Em meio à insatisfação do PV com o nome de Áureo, e ao VETO da Federação ao nome de Áureo, criou-se uma vacância na vaga de vice-prefeito. Nesse cenário, surgiu o nome da Companheira Luciana da Costa, numa construção coletiva entre os companheiros do PT, do movimento negro e de outros movimentos, sendo até então o único nome em questão. Porém, após o surgimento do nome de Luciana, a executiva do PT decidiu indicar outro nome, o da Professora Regina, inviabilizando a candidatura de Luciana da Costa, que havia surgido primeiro. Novamente, em um processo antidemocrático, foi imposto o nome da Professora Regina, ignorando a tendência de aprovação do nome de Luciana pelos filiados do PT, que poderia ser confirmada através de uma votação ampliada para além da executiva.

Quando a executiva ignora um pedido democrático, confirma-se aquilo que até então era apenas uma suspeita: a intenção de excluir representantes negros desse processo eleitoral, caracterizando um movimento condenável e inaceitável de racismo. Isso escancara o quanto o racismo estrutural está presente em nosso partido na cidade de Itanhaém. Esses atos racistas, em nenhum momento, foram repelidos ou combatidos pela atual direção. Indicaram outros nomes de pessoas não negras para participar do processo eleitoral, mas essas indicações não vieram do movimento negro. As indicações do movimento negro eram Joab para vereador e Luciana para vice-prefeita, e ambos foram inviabilizados pela executiva do PT.

Nós, como ativistas, acreditamos que, diante de divergências, a democracia deve prevalecer. Quando as decisões são tomadas de forma antidemocrática, a representatividade é comprometida e toda a ideologia do partido é posta em questão. Diante dessa situação, estamos redigindo esta carta para que todos, tanto na instância estadual quanto na nacional, saibam que, diante da falta de diálogo, a imposição antidemocrática tem sido a prática adotada, ignorando qualquer processo de construção coletiva.

Para ratificar as questões apresentadas, é importante informar que todas as reuniões onde são tomadas decisões importantes não possuem ata, ou, quando possuem, como na Convenção do PT realizada no dia
03 de agosto de 2024, a ata já estava pronta antes do início da atividade, sofrendo apenas pequenas alterações devido a solicitações de filiados não dirigentes que acompanhavam a convenção. Outra informação relevante é que, no dia 20 de julho de 2024, foi realizada uma reunião com o diretório e a executiva, que durou aproximadamente três horas. No entanto, não foi elaborada ata ou realizada gravação dessa reunião, que ocorreu de forma online. Ao serem questionados sobre o documento, fomos informados de que foi entregue à Executiva Estadual um ofício, mas esse documento, assim como outros documentos importantes que deveriam demonstrar todo o “processo democrático”, são inexistentes.

Agora eu pergunto: democracia para quem? Nós, do Partido dos Trabalhadores, não podemos aceitar decisões tão antidemocráticas em questões tão importantes, ao mesmo tempo em que exigimos democracia no nosso país. É inadmissível que, dentro do próprio partido, as coisas sejam conduzidas de forma totalmente
autoritária, como se o partido fosse propriedade da diretoria.



Cleber Francisco Barbara: @barbaracleberfrancisco; Jefferson Domiciano: @jeffersondomiciano671; Joab Souza Silva: @joabtjk; José Raniel Martins de Souza: @josesousa742; Luciana da Costa: @eunegalu1autista

Saúde da população nas eleições municipais de 2024 é o tema da VI Plenária Virtual de Saúde da População Negra

*Da Coordenação Executiva

Aproximam-se as eleições municipais de 2024 e com elas, um desafio que se demonstra constante: o enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde. A eleição de prefeitos e vereadores, vale lembrar, é parte do processo democrático e demanda participação e envolvimento de toda sociedade, que segue em disputas políticas, econômicas e ideológicas. 

É com a democracia e nela, com as eleições que a sociedade tem a oportunidade tem de escolher o projeto político que irá nortear a busca pelo seu desenvolvimento, logo, é fundamental que todos e todas se levantem, para definirem juntos  quais os passos que serão dados para garantia de direitos básicos e fundamentais, como é o caso do direito à saúde com equidade, em cada uma de nossas realidades. 

O racismo e por conseguinte, a saúde da população negra são agendas políticas cruciais para o desenvolvimento dos territórios, logo, é preciso atenção de todos e todas nós, também no período eleitoral. Para ampliar esse debate, o Fórum Paulista de Saúde da População Negra realiza no dia 20 de agosto, às 19h, a sua VI Plenária Virtual.   

A plenária é uma instância política da sociedade civil, que busca ser “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil, para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde”. Sua proposta é  o diálogo entre lideranças de diferentes movimentos sociais, pesquisadores, intelectuais, estudantes, gestores e profissionais de saúde, sobre a necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade. O evento acontece via Zoom Meeting e para participar basta fazer sua inscrição por meio do link: https://bit.ly/plenariaspn