Fórum Paulista convida à sua Plenária Virtual

Fórum Paulista realiza a V Plenária Virtual de Saúde da População Negra em alusão ao Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe.

Além da triste realidade vivenciada pela população negra, é gritante a desigualdade experimentada pelas mulheres negras quando comparadas às brancas, em todo o ciclo de vida. A desigualdade de gênero, raça-etnia e classe, tem permeado as análises de diferentes dados sócio-epidemiológicos ao longo dos anos, no entanto, persistem e avançam na organização da sociedade e na resposta quase que nula, por parte das instituições brasileiras. 

No campo da saúde, diferentes dados demonstram as inúmeras dificuldades relacionadas ao direito e acesso à saúde, muito embora a saúde das mulheres negras seja uma pauta contínua na relação entre o poder público, a rede de serviços,a produção do conhecimento e a sociedade civil.  

Criada pelo Fórum Paulista, a Plenária Virtual de Saúde da População Negra, em sua quinta edição,  busca ampliar o diálogo sobre o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira, reunindo lideranças de diferentes movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde em meio à necessária defesa do SUS e as ações para promoção da equidade. Trata-se de uma instância política da sociedade civil, que vem se consolidando como “um espaço de denúncia, escuta, acolhida, articulação e fortalecimento da sociedade civil, para avaliação e monitoramento das políticas públicas de saúde.”

Nesse Julho das Pretas, mês em que se comemora o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, a V Plenária, que será via Zoom Meeting, acontecerá dia 23 de julho, a partir das 19h, pretende contribuir com o diálogo sobre os avanços e desafios no cuidado  às Mulheres negras.

Entre as convidadas, participam da Plenária, Ana Cristina Cordeiro Santiago (Enfermeira, especialista em saúde pública com ênfase em ESF, especialista em obstetrícia; servidora pública municipal); Michelle Souza (Gestora em Saúde e Medicina do Trabalho, e membro do Coletivo Semana Tereza de Benguela “Baixada Santista.”), além de Lúcia Xavier (de Criola – Rio de Janeiro), e  Rosangela Castro (Técnica em Agropecuária; educadora social; coordenadora geral do Grupo de Mulheres Felipa de Sousa).

Sobre o Fórum Paulista de Saúde da População Negra:

Formado por lideranças de movimentos sociais, pesquisadores, intelectuais e profissionais de saúde e outras áreas de atuação, é missão deste Fórum, a promoção da saúde enquanto direito constitucional, e um dos direitos básicos e fundamentais previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, com especial atenção à necessidade de resposta ao racismo e seu impacto na saúde. São princípios e valores desse Fórum, suprapartidário, o espírito coletivo, a participação, a corresponsabilidade e o envolvimento das pessoas no que concerne à promoção, atenção e recuperação da saúde, com participação popular, o controle social e a incidência política junto ao Sistema Único de Saúde.

Serviço

🗓️ *Quando?* 23 de julho de 2024, próxima terça-feira

🕤 *Horário?* 19h

💻 *Como?* Online, via Zoom (o link será enviado na data da atividade)

👉🏿 *Inscreva-se em :* https://bit.ly/3S6yf9Z 

📌 *Para saber mais:* articulacaospn@gmail.com 

Controle social

Um ano após a Conferência Nacional Livre de Saúde da População Negra, atividade convoca público do SUS e demais atores que defendem o direito à saúde da população negra para revisitar estratégias.

Para além das determinações sociais que impactam a saúde, entre elas, o racismo e a desigualdade de gênero, os desafios da saúde pública no Brasil atravessam o funcionamento do sistema de uma forma geral. Além de ser um princípio constitucional, controle social é um dos princípios do SUS, tal como indica as Leis 8.080 e 8.142 de 1990, frutos da reforma sanitária.

O estado brasileiro contou ao longo dos anos com o envolvimento da sociedade representada por lideranças, oriundas de diferentes segmentos, na organização do SUS, que é originalmente tripartite – formado por usuários, trabalhadores e gestores do sistema – que atuam em diferentes áreas, territórios e instâncias. Somam-se a isso, os mecanismos de controle social e a forma como eles são operados, seus limites, desafios, avanços e análises.

Para aprofundar esse debate, no próximo dia 02 de julho, Criola realizará, em parceria com o Fórum Paulista de Saúde da População Negra, a Oficina de controle social das políticas de saúde. Exatamente um ano depois da Conferência Nacional Livre de Saúde da População Negra, a Oficina é direcionada aos usuários e usuárias do SUS, e os demais atores que agem em defesa do direito à saúde da população negra. 

Evento: Oficina de Controle Social das Políticas Públicas de Saúde

Data: 2 de Julho de 2024

Horário: 19h

Link para inscrição: https://bit.ly/oficinacontrolepoliticasdesaude

Realização: Criola e Fórum Paulista de Saúde da População Negra

Sobre Criola:

Criola é uma organização da sociedade civil com mais de 30 anos de trajetória na defesa e promoção dos diretos das mulheres negras e na construção de uma sociedade onde os valores de justiça, equidade e solidariedade são fundamentais. Nesse percurso, Criola reafirma que a ação transformadora das mulheres negras cis e trans é essencial para o Bem Viver de toda a sociedade brasileira. Os objetivos de Criola são: incrementar a pressão política para a garantia dos direitos humanos, da ampliação da democracia e da justiça e pelo Bem Viver; produzir e difundir conhecimento voltado para a erradicação do racismo patriarcal cis-heteronormativo, para a garantia de direitos, para a ampliação da democracia e da justiça e pelo Bem Viver; formar lideranças negras aptas a elaborar suas agendas de demanda por políticas públicas e a conduzir processos de interlocução com gestores públicos; consolidar a comunicação como dimensão estratégica, metodológica e de inovação para as ações de Criola; implementar uma gestão de excelência, baseada nas boas práticas de governança, na sustentabilidade nos pilares administrativo-financeiro, programático e político. Criola tem suas ações definidas por seu corpo de associadas e recebe apoio de diferentes organizações e movimentos, bem como de organizações filantrópicas nacionais e internacionais. É, também e principalmente, apoiada pela população negra, especialmente por mulheres negras.

Sobre o Fórum Paulista de Saúde da População Negra:

Formado por lideranças de movimentos sociais, pesquisadores, intelectuais e profissionais de saúde e outras áreas de atuação, é missão deste Fórum, a promoção da saúde enquanto direito constitucional, e um dos direitos básicos e fundamentais previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, com especial atenção à necessidade de resposta ao racismo e seu impacto na saúde. São princípios e valores desse Fórum, suprapartidário, o espírito coletivo, a participação, a corresponsabilidade e o envolvimento das pessoas no que concerne à promoção, atenção e recuperação da saúde, com participação popular, o controle social e a incidência política junto ao Sistema Único de Saúde.

Programa Cátedras Brasil oferece 20 bolsas de pesquisa

Fonte: ENAP*

Publicado: 27 Junho 2024, 09:14 – Última Atualização: 27 Junho 2024 15:23.

Estão abertas as inscrições para o Programa Cátedras Brasil, edição comemorativa de 10 anos. O programa busca fomentar pesquisas científicas e aplicadas nos segmentos de gestão pública, inovação e políticas públicas. Sua proposta é contribuir com a disseminação do conhecimento gerado em benefício da melhoria da administração pública. Esta edição do programa oferece 20 bolsas de pesquisa, uma para cada área temática prevista no edital. A concessão das bolsas tem duração prevista de seis meses. As inscrições estão abertas até o dia 21 de julho e devem ser realizadas por meio do formulário on-line. Os interessados podem submeter apenas um projeto inédito de pesquisa ao edital (também foi disponibilizada uma versão simplificada do edital para consultas rápidas e pontuais). O valor mensal da bolsa será de R$ 4.500.

Mais informações, acesse: https://enap.gov.br/pt/acontece/noticias/programa-catedras-brasil-oferece-20-bolsas-de-pesquisa

Documento final do III ÈGBÉ

NÓS SOMOS – ENCONTRO  NACIONAL DA  CULTURA DOS POVOS DE MATRIZ AFRICANA

Reunidos no III ÈGBÉ – Encontro Nacional da Cultura dos Povos de Matriz Africana,  na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, sob a proteção e regência da nossa  ancestralidade e da Iyá Oxum – a força das águas e do feminino, fonte de toda a vida e  princípio fundamental da unidade planetária, nós, povos da Terra e de Terreiro, que  dançam e celebram as heranças ancestrais afrodiaspóricas, manifestamos à nação  brasileira nosso compromisso com a defesa inegociável e imensurável do direito da  existência plena e dignamente, afirmando nossas diferenças e superando as  desigualdades históricas frutos do racismo colonial, construído para nos inferiorizar,  invisibilizar e negar nossos saberes civilizatórios. 


Temos que dar ibope aos bons… 

De Ana Paula Ferreira*

O esforço de poucos para trabalhar por muitos precisa ser visto. Mas você sabia que  o seu direito, o direito de milhões de brasileiros, são conquistas de pequenos grupos que se dedicam à essa causa? 

Profissionais da saúde e movimentos sociais organizados, coletivos, OSC, se  debruçam a lutar por justiça social, e na sua maioria, são trabalhadores da saúde,  comunidade, mães, pais, filhos e profissionais da educação, ciências sociais,  ciências biológicas e humanas, que se juntam para promover o direito à saúde, à educação, ao desenvolvimento humano, à dignidade e a cidadania, buscando equidade no tratamento e qualidade das ações em diferentes instâncias. E nesse caminho acontecem plenárias, seminários, fóruns, conferências, colóquios e  mobilização municipal, estadual e regional para cobrar a efetivação de nossos  direitos que se transformam em leis nacionais. 

Então… e mais uma vez, no dia 18 de junho, nos mobilizamos para acontecer a IV  Plenária Virtual da Saúde da População Negra, sobre a organização do Fórum Paulista  de Saúde da População Negra.

Com os mais jovens, a roda iniciou e girou com os mais experientes, e não estou  falando exatamente de idade cronológica, mas de dedicação para ver o bem do seu  próximo. Juntos(as), eles nortearam as estratégias, trouxeram ricos conhecimentos e narrativas  históricas, experiências, lutas, avanços, e pontuaram retrocessos bem recentes.  

Você sabe, o que é uma pessoa preta, com uma formação impecável, com mais de meio  século de atuação na área da saúde, dedicados em prol de sua população, não  ter um computador e uma mesa, em um equipamento público para poder enviar  um documento? Dói o coração ouvir,  não é?

Pensar que sua história estará sendo contada em um livro, lançado no último dia 19 de  junho – Dia Mundial da Conscientização da Doença Falciforme – e a Globo não vai  mostrar não te diz nada? Que trabalha com quilombos, coordena a Rede de Doença Falciforme no estado de Pernambuco, briga por uma população sofrida, por todo esse tempo,  e você não conhece, nunca ouviu falar dela,  não te diz nada a mais? 

Ela é linda sim, e agradecemos pelo seu trabalho e compromisso com o nosso povo. E manifestamos nossos parabéns pelo lançamento do livro. Celebremos; tens todo o  nosso respeito!  

E em seu nome, saudamos todas as pessoas que se dedicam a trabalhar com  políticas públicas robustas e necessárias para a população negra, que estiveram  presentes na Plenária, e fazem parte da história do processo de letramento político  e consciente desse país, como pesquisadores, estudiosos, ativistas, estudantes, militantes, aspirantes,  inspiradores, professores antirracistas, profissionais inquietos, sanitaristas, quilombolas, fisioterapeutas, médicos, enfermeiras, gestores e enfermeiros, entre outras frentes,  mobilizando outros pretos e pretas, e pessoas que se movem conosco, e não desistiram. E nos inspiram para que pudéssemos chegar e estar aqui, em 2024, dialogando sobre os 15 anos da Política Nacional de Saúde Integral da  População Negra. 

Sim, sabemos e chegamos a conclusão que há muito o que fazer, como garantir a  imagem de pessoas negras e sua representatividade diante do modelo de corpo humano apresentado na área biológica, como corpo importante de ser estudado e respeitado em sua diversidade; ampliar a implementação  do “quesito cor”; aumentar a eficiência das ações afirmativas; avançar no tratamento da saúde da mulher negra; combater a violência obstétrica; fortalecer os Comitês Técnicos de Saúde da População Negra; garantir o direito da população negra à saúde; aumentar a rede de apoio na condução e encaminhamento de políticas públicas, garantindo a participação da sociedade civil e suas instituições históricas em espaços políticos de decisão; manter e ampliar o direito à proposição de pautas coletivas; realizar uma comunicação eficaz e não violenta, entre municípios, estados e  União; etc.

É preciso entender que a expertise, precisa estar a favor da coletividade, por uma saúde integral, inclusiva, de bem estar, que considera a doença falciforme e suas  consequências, além da extensão de outras doenças recorrentes nos problemas de saúde  para a nossa população negra. É preciso definir temas prioritários ainda não incorporados ao SUS, além de viabilizar  caminhos para conversas estreitas com o governo; que temos o direito de envelhecer com saúde, aprofundar a conversa sobre a saúde das mulheres, a saúde de pessoas em situação de rua, pessoas LGBT’s, e combater o racismo, considerado um fator que dificulta a articulação política nos territórios. 

Passamos por processos de estagnação ou desmonte nos municípios. Gestores do poder público em todos os poderes ainda precisam ser sensibilizados para respeitar a  formação técnica, experiência e bagagem dos mais experientes, e os mais jovens são importantes na luta, mas precisam aprender muito com quem já há muito tempo vem pavimentando esse caminho… esse é o movimento Sankofa na prática!  

Acrescento que tenhamos em mente, que cuidar da população negra, é cuidar da maioria da população brasileira. E se quisermos nos desenvolver economicamente, nos tornando potência mundial, precisamos nos levantar em defesa da população negra no Brasil. Somos a população que segundo a maioria dos dados, sofrem violências de toda ordem. 

Precisamos unificar nossas ações, organizar um fórum nacional articulando-se com outros existentes, (pois  estamos presentes em todas as pautas), com a maioria das instituições e movimentos negros do pais tendo como base para luta as propostas de fortalecimento, respostas às reivindicações e diretrizes politicas e técnicas da PNSIPN, além de instrumentalizar o operacional, mapear e democratizar os dados entre entidades e movimentos, pois assim teremos uma rede de atuação eficaz e eficiente que permitirá que o conhecimento chegue a muitos outros lugares. 

Essa foi a resenha do que foi a Plenária. Se interessou? Participe  da próxima Plenária Virtual da Saúde da População Negra, que já tem data  marcada: 23 de julho de 2024, às 19h30 e será online. 

Preencha o formulário de inscrição no site e participe do grupo de filiados ao Fórum no whats app. Vamos pensar juntos? 

*Da Casa da Mulher Paulista – Barretos. Contato: @anapaulafebatis

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